Além do terminal de passageiros dois, o Aeroporto Salgado Filho está operando com outras quatro interdições vigentes, determinadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). De acordo com o auditor fiscal Otávio Kolowski, duas interdições parciais já estavam determinadas desde 2015.
Outras três interdições foram constatadas na última quinta-feira. Setores de operação da TAP Manutenção e Engenharia já estavam interditados parcialmente, um novo setor da TAP foi interditado na última quinta-feira, a interdição da área do check-in do terminal dois e 12 caminhões tanque da Petrobras Aviation. Diferente das últimas ações, que foram realizadas especificamente em resposta aos acidentes, a última força-tarefa do MTE constatou o descumprimento por parte do Aeroporto.
Os 12 caminhões tanque da Petrobras Aviation apresentaram o mesmo problema, pois os equipamentos não estavam de acordo com uma norma específica para realizar o abastecimento das aeronaves com segurança. Com esta interdição, de oito a dez caminhões da Raízen devem ser responsáveis pelo abastecimento. “A força-tarefa do MTE foi aberta para intensificar ações de fiscalização no Aeroporto, pois encontramos ainda mais problemas, mesmo com as interdições vigentes”, explicou Kolowski.
Conforme o auditor fiscal Roque Puiatti, a situação encontrada foi muito grave e este número de interdições representa um perigo. “Outras áreas do Aeroporto ainda serão fiscalizadas pelo MTE, onde poderão ser encontradas situações de grave e iminente risco. Se forem encontradas, temos o dever de interditar”, ressaltou Puiatti. O Ministério Público do Trabalho não teve qualquer participação nas ações.
Aeroporto Salgado Filho opera com cinco interdições vigentes
Terminal de passageiros dois foi último setor a sofrer com medidas