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Aeroviários de Porto Alegre decidem nesta quarta se aderem à greve geral

Secretário-geral do sindicato afirmou que Salgado Filho registrará atrasos nos voos

Os aeroviários de Porto Alegre decidem, nesta quarta-feira, qual será o posicionamento frente à greve geral marcada para a próxima sexta-feira. A categoria vai realizar uma assembleia, na sede do sindicato, às 17h. Em âmbito nacional, os pilotos e comissários de voo decidiram, nessa segunda, decretar estado de greve contra a Reforma Trabalhista que tramita no Congresso.

O secretário geral do Sindicato dos Aeroviários, Edmilson Fraga da Silva, acredita que impactos serão vistos em todos os aeroportos do País na próxima sexta-feira. “Em âmbito Nacional, todos os terminais terão atos da greve geral. A nossa assembleia, amanhã, vai definir se a categoria vai aderir e paralisar os trabalhos no Salgado Filho. Na sexta-feira, haverá atraso nos voos. Não digo que vá parar 100%, mas 80% dos aviões deve parar em todo o Brasil”, afirma o secretário.

Pilotos e comissários decretam estado de greve

Nessa segunda, em assembleia, os pilotos e comissários de voo decidiram decretar estado de greve contra a Reforma Trabalhista que tramita no Congresso. O estado de greve aprovado pelos trabalhadores é um alerta aos governantes e parlamentares, em respeito a toda a sociedade, de que a qualquer momento a categoria poderá deflagrar uma greve.

Os aeroviários no Aeroporto Internacional de Guarulhos (funcionários nas empresas aéreas que atuam no check-in, auxiliar de serviços gerais, mecânicos de pista, despachante de voo entre outros cargos) aprovaram em assembleias realizadas , ontem, que vão aderir à paralisação nacional de 24 horas. Os aeroviários de Pernambuco também aprovaram esse encaminhamento no Aeroporto Internacional Gilberto Freyre.

O Sindicato Nacional dos Aeronautas ressalta os enormes riscos à profissão de pilotos e comissários trazidos por esse projeto, impactando inclusive na segurança de voo, e pede aos congressistas que apreciem com atenção as propostas de emendas colocadas pela categoria. Entre os principais pontos está a possibilidade de contratos que permitam trabalho intermitente, ou seja, em que a empresa poderia chamar o contratado para trabalhos esporádicos e pagar apenas por trabalho realizado. Isso abriria a possibilidade de tripulantes ficarem sem trabalho ?e sem salário? na baixa temporada.