O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias propõe aumento de 6,08% - vinculado ao índice de inflação acumulado nos últimos 12 meses encerrados em novembro -, e mantém a data-base das duas categorias em 1º de dezembro. O diretor regional de Finanças do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Osvaldo Rodrigues, afirmou que não havendo avanços substanciais na oferta, a paralisação será inevitável.
O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias não acredita na possibilidade de greve às vésperas das festas de final de ano. Rodrigues ressaltou que o crescimento da demanda por voos domésticos e internacionais em mais de 20% em 2010 justifica a concessão de aumento real de salário e não apenas uma mera reposição da inflação. Os aeronautas reivindicam ainda aumento nas diárias de alimentação, elevação do valor da cesta básica (distribuída a quem ganha até R$ 2.345) de R$ 193,93 para R$ 300 e aumento da indenização por morte e invalidez permanente de R$ 9.159 para R$ 20 mil.
As seis maiores companhias aéreas brasileiras – TAM/Pantanal, Gol/Varig, Azul, WebJet, Avianca e Trip – se comprometeram, em reunião com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a adotar medidas visando o bom funcionamento do setor e o atendimento aos passageiros durante o período de fim de ano. Entre as providências estão a disponibilização de aeronaves reserva, o aumento das equipes de atendimento, a ocupação de todas as posições de check-in das companhias nos horários de pico, incentivo ao check-in pela internet ou totens nos aeroportos, a proibição de overbooking e o endosso de passagens entre as empresas.
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) terá um aumento de 14% nas posições de controle de tráfego, além de realizar monitoramento especial dos aeroportos de Porto Seguro, Salvador, Fortaleza e Florianópolis. A Anac também manterá inspetores durante 24 horas nos Centros de Operações das empresas aéreas e no Decea.