Conforme o diretor do sindicato da categoria no Rio Grande do Sul, Osvaldo Rodrigues, se o principal aeroporto (Guarulhos) for afetado, haverá transtornos em cascata. Mesmo que a greve ocorra apenas no dia 23, os problemas devem ser sentidos ainda depois do Natal, segundo ele. “Se a gente conseguir parar 24 horas, o movimento deve normalizar só depois do dia 26”, explica.
A decisão de entrar em greve foi tomada na noite de quarta-feira, depois de mais uma reunião com as companhias aéreas para negociar aumento salarial. Os aeroviários reivindicam aumento de 15% para tripulantes e 13% para profissionais que atuam no solo. As empresas, no entanto, ofereceram reajuste de 6,08%, calculado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Osvaldo Rodrigues diz que, mesmo que haja uma pequena adesão da categoria à greve, o caos aéreo já existe por si só, e deve piorar com a paralisação.