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Aeroviários protestam no Salgado Filho e ameaçam entrar em greve

Categoria deve definir sobre paralisação até segunda-feira

Categoria deve definir sobre paralisação até segunda-feira
Categoria deve definir sobre paralisação até segunda-feira Foto : André Ávila
Os aeroviários de Porto Alegre realizaram protesto por melhores salários no aeroporto Internacional Salgado Filho na tarde desta quinta-feira. A categoria deve se reunir em assembleia e definir até segunda-feira se entrará ou não em greve. Nesta quinta, o sindicato patronal apresentou nova proposta de reajuste salarial aos trabalhadores. O percentual é de 6% para todas as faixas de funcionários.

O presidente do Sindicato dos Aeroviários da Capital, Cesar de Souza Gerardi, afirmou que a entidade espera o término de assembleias realizadas pela categoria em outras cidades. “Estamos aguardando a definição dessas assembleias, para depois decidirmos se vamos ter greve ou não. Nossa decisão deve sair amanhã ou no máximo na segunda-feira”, comentou.

O Sindicato Nacional do Aeronautas, que representa os pilotos e comissários de bordo, é responsável pela negociação com a entidade patronal. Os aeronautas recusaram a nova proposta salarial, mas, em razão do avanço das conversas, os trabalhadores resolveram suspender a paralisação marcada para esta quinta e manter o estado de greve.

O Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre deve decidir em reunião se vai seguir a determinação nacional. Além da manifestação dos empregados, um grupo de funcionários demitidos da Varig reivindica o fundo de pensão no aeroporto.

Protestos em São Paulo

Os aeronautas de São Paulo também realizaram manifestação nesa quinta-feira. O ato, que ocorreu no Aeroporto de Congonhas, pediu melhores condições de trabalho e salário. Os trabalhadores percorreram toda a área frontal do aeroporto e todos os saguões internos.

Com faixas e apitos, eles pediram mais condições de segurança, melhor remuneração, repudiaram jornadas de trabalho excessivas e redução de custos das companhias aéreas. A mobilização foi encabeçada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas, mas teve também a participação dos aeroviários.

"O principal objetivo da manifestação é a nossa campanha salarial. Até ontem as empresas propunham índice abaixo da inflação. Hoje surgiu uma nova proposta de 6% de reajuste. Entendemos que houve um movimento das empresas e, em respeito a esse movimento, suspendemos a paralisação, mantendo o estado de greve", disse o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Sergio Dias.

Os empregados buscavam firmar com o sindicato das empresas aéreas aumento real para os trabalhadores, conforme a faixa salarial. No entanto, avaliaram a nova proposta das empresas ainda insuficiente.

Os trabalhadores também pedem o compromisso das empresas aéreas em cumprir a regulamentação profissional e de adotar novos pisos salariais. Eles também reclamam da sobrecarga de trabalho, do assédio moral e da fadiga, que amplia os riscos de acidentes aéreos.

Com informações da Agência Brasil

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