O presidente do Sindicato dos Aeroviários da Capital, Cesar de Souza Gerardi, afirmou que a entidade espera o término de assembleias realizadas pela categoria em outras cidades. “Estamos aguardando a definição dessas assembleias, para depois decidirmos se vamos ter greve ou não. Nossa decisão deve sair amanhã ou no máximo na segunda-feira”, comentou.
O Sindicato Nacional do Aeronautas, que representa os pilotos e comissários de bordo, é responsável pela negociação com a entidade patronal. Os aeronautas recusaram a nova proposta salarial, mas, em razão do avanço das conversas, os trabalhadores resolveram suspender a paralisação marcada para esta quinta e manter o estado de greve.O Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre deve decidir em reunião se vai seguir a determinação nacional. Além da manifestação dos empregados, um grupo de funcionários demitidos da Varig reivindica o fundo de pensão no aeroporto.
Protestos em São Paulo
Os aeronautas de São Paulo também realizaram manifestação nesa quinta-feira. O ato, que ocorreu no Aeroporto de Congonhas, pediu melhores condições de trabalho e salário. Os trabalhadores percorreram toda a área frontal do aeroporto e todos os saguões internos.
Com faixas e apitos, eles pediram mais condições de segurança, melhor remuneração, repudiaram jornadas de trabalho excessivas e redução de custos das companhias aéreas. A mobilização foi encabeçada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas, mas teve também a participação dos aeroviários.
"O principal objetivo da manifestação é a nossa campanha salarial. Até ontem as empresas propunham índice abaixo da inflação. Hoje surgiu uma nova proposta de 6% de reajuste. Entendemos que houve um movimento das empresas e, em respeito a esse movimento, suspendemos a paralisação, mantendo o estado de greve", disse o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Sergio Dias.
Os empregados buscavam firmar com o sindicato das empresas aéreas aumento real para os trabalhadores, conforme a faixa salarial. No entanto, avaliaram a nova proposta das empresas ainda insuficiente.
Os trabalhadores também pedem o compromisso das empresas aéreas em cumprir a regulamentação profissional e de adotar novos pisos salariais. Eles também reclamam da sobrecarga de trabalho, do assédio moral e da fadiga, que amplia os riscos de acidentes aéreos.
Com informações da Agência Brasil