Os aeroviários empreendem ritmo lento de trabalho no Aeroporto Internacional Salgado Filho. O comportamento marcou o início da “operação de não colaboração" deflagrada no país pelo Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA). A tendência é de que a lentidão seja mais intensa nesta sexta-feira. O objetivo é pressionar as companhias aéreas por reajustes salariais e melhores condições de trabalho.
“A perspectiva é de que a mobilização afete a grade de voos”, advertiu o diretor de Finanças do SNA/RS, Osvaldo Rodrigues, lembrando que a categoria atua em solo, exercendo funções de apoio de tripulantes de aeronaves, movimentam bagagens, atuam como mecânicos e realizam atendimento nos balcões de check-in.
Os funcionários das companhias aéreas foram orientados a seguir estritamente as regras de seus manuais, respeitando horários e limitações. “Por enquanto, não vamos paralisar os procedimentos, apenas desacelerá-los”, salientou. Segundo ele, muitos aeroviários deixar de cumprir horários de repouso e as pausas para alimentação devido à jornada excessiva de trabalho. Rodrigues acredita que os efeitos da mobilização serão sentidos a partir de amanhã.
Houve um apelo para que os aeroviários se recusem a realizar atividades que não estejam previstas na Convenção Coletiva de Trabalho. Segundo ele, na rampa, a categoria foi orientada a não trafegar com veículos nos aeroportos com velocidade acima da permitida pela Infraero: 20 Km/h. “É preciso que separem minuciosamente as malas e retirem uma por vez do compartimento de cargas dos aviões”, determinou.
Os aeroviários que atuam na manutenção de aviões foram aconselhados a não realizar jornadas extraordinárias e a não liberar a aeronave para voo quando o mecânico não estiver habilitado para executar o serviço. Devem fazer inspeção visual para retorno da aeronave conforme determinam as recomendações e não atender mais de uma simultaneamente. Muitos estão cumprindo às orientações à risca.
Rodrigues frisou que a operação foi desencadeada para evitar que a segurança de voo seja comprometida e pressionar o reforço das equipes para o movimento das festas de final de ano e de início das férias de verão. A partir do dia 8 os aeronautas devem aderir à mobilização. Nas primeiras 11 horas de mobilização 61 voos nacionais tiveram atrasos superiores a 30 minutos e 38 foram cancelados, dentre os 953 previstos.
Aeroviários têm ritmo lento de trabalho no Salgado Filho
Objetivo é pressionar as companhias aéreas por reajustes salariais e melhores condições de trabalho