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Agência bancária é depredada durante protesto no Centro de Porto Alegre

Grupo entrou em confronto com a polícia, que respondeu com gás lacrimogênio

Os ativistas do Bloco de Lutas pelo Transporte Público realizam um protesto no Centro de Porto Alegre
Os ativistas do Bloco de Lutas pelo Transporte Público realizam um protesto no Centro de Porto Alegre Foto : Samuel Maciel
Os ativistas do Bloco de Lutas pelo Transporte Público realizam um protesto no Centro de Porto Alegre na noite desta sexta-feira. Depois de se concentrarem em frente ao Paço Municipal, cerca de 500 pessoas saíram em caminhada pelas ruas da região Central, passando pela avenida Júlio de Castilhos, Dr. Flores, Salgado Filho e Borges de Medeiros. Ocorreram atos de vandalismo, com a depredação de agências bancárias, e houve confronto com a Brigada Militar (BM), que acompanhava o protesto desde o início.

Largo Vivo e Bloco de Lutas pelo Passe Livre conviveram com uma nova estratégia da Brigada Militar: desta vez PMs, com motos, assumiram o controle do trânsito, em vez da EPTC, e dezenas de soldados concentraram-se em vários locais, com escudos, mais uma grande tropa a cavalo. A forte presença policial não impediu pichações e a depredação da fachada de uma agência do Banco do Brasil, na avenida Salgado Filho. Essa última ação ocorreu por volta das 20h. Ao ouvirem o estrondo da violência contra a agência, a BM entrou em ação e usou bombas de gás lacrimogêneo.

Em função do protesto, não há ônibus nos terminais Parobé e Salgado Filho. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) orienta os usuários das empresas Unibus e Conorte que peguem seus ônibus na esquina da avenida Júlio de Castilhos com a rua Cel. Vicente. Já aqueles que utilizam o terminal da Salgado Filho, devem se dirigir à estação Touring, na avenida João Pessoa, em frente ao Parque da Redenção.

O protesto exigiu adoção do passe livre no transporte de massa em todo o país. O preço de R$ 2,80 para a passagem em Porto Alegre ainda é considerado alto. Seus integrantes gritavam frases como “tortura, assassinato, não acabou 64” e “luta não se reprime, protesto não é crime”. O trânsito no Centro ficou por mais de duas horas bloqueado, atrasando as escalas dos ônibus. Antes das 22h a avenida Salgado Filho teve o trânsito liberado para veículos.

Principal liderança nacional durante as manifestações dos meses de junho e julho, o MPL (Movimento Passe Livre) promoveu nesta semana uma série de atos em pelo menos 12 cidades do Brasil. O primeiro deles ocorreu na segunda-feira (21) em São Paulo, cidade para a qual foram marcados mais três protestos até esta sexta. Em comum com o Bloco de Luta, o grupo mantém as mesmas convicções sobre o transporte público e o convite à participação popular. Os ativistas do MPL sugerem que as pessoas pulem as catracas dos ônibus e estações de metrô, entrem pela porta de trás dos coletivos, ou contem com a ajuda de motoristas e cobradores para serem transportados gratuitamente.

Com informações do repórter Eron Vidal.


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