Largo Vivo e Bloco de Lutas pelo Passe Livre conviveram com uma nova estratégia da Brigada Militar: desta vez PMs, com motos, assumiram o controle do trânsito, em vez da EPTC, e dezenas de soldados concentraram-se em vários locais, com escudos, mais uma grande tropa a cavalo. A forte presença policial não impediu pichações e a depredação da fachada de uma agência do Banco do Brasil, na avenida Salgado Filho. Essa última ação ocorreu por volta das 20h. Ao ouvirem o estrondo da violência contra a agência, a BM entrou em ação e usou bombas de gás lacrimogêneo.
Em função do protesto, não há ônibus nos terminais Parobé e Salgado Filho. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) orienta os usuários das empresas Unibus e Conorte que peguem seus ônibus na esquina da avenida Júlio de Castilhos com a rua Cel. Vicente. Já aqueles que utilizam o terminal da Salgado Filho, devem se dirigir à estação Touring, na avenida João Pessoa, em frente ao Parque da Redenção.
O protesto exigiu adoção do passe livre no transporte de massa em todo o país. O preço de R$ 2,80 para a passagem em Porto Alegre ainda é considerado alto. Seus integrantes gritavam frases como “tortura, assassinato, não acabou 64” e “luta não se reprime, protesto não é crime”. O trânsito no Centro ficou por mais de duas horas bloqueado, atrasando as escalas dos ônibus. Antes das 22h a avenida Salgado Filho teve o trânsito liberado para veículos.
Principal liderança nacional durante as manifestações dos meses de junho e julho, o MPL (Movimento Passe Livre) promoveu nesta semana uma série de atos em pelo menos 12 cidades do Brasil. O primeiro deles ocorreu na segunda-feira (21) em São Paulo, cidade para a qual foram marcados mais três protestos até esta sexta. Em comum com o Bloco de Luta, o grupo mantém as mesmas convicções sobre o transporte público e o convite à participação popular. Os ativistas do MPL sugerem que as pessoas pulem as catracas dos ônibus e estações de metrô, entrem pela porta de trás dos coletivos, ou contem com a ajuda de motoristas e cobradores para serem transportados gratuitamente.
Com informações do repórter Eron Vidal.