A greve dos bancários começou na manhã desta terça-feira em Porto Alegre com alguns bancos apenas disponibilizando aos clientes os setores de autoatendimento. Algumas agências do Centro da Capital têm funcionários presentes no prédio, mas não estão atendendo.
Após rejeitar a proposta da Federação Nacional dos Bancários (Fenaban), a categoria decidiu cruzar os braços e reivindicar por um reajuste salarial de aproximadamente 14%, sendo que 5% de aumento real, além de participação nos lucros dos bancos. A categoria ainda pede auxílio creche e o fim das metas abusivas.
Por ser nacional a greve ocorre, por decisão de assembleias, em capitais e várias cidades de estados como Alagoas, Bahia, Ceará, Espirito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantis.
Não houve avanço da proposta da Federação Nacional dos Bancários (Fenaban). Conforme o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, os bancos oferecem 6.5% de reajuste salarial de 6,5% e abono de R$ 3 mil. A inflação acumulada no período, foi de 9,55%.
No primeiro semestre de 2016 foi de R$ 29,7 bilhões o lucro dos cinco maiores bancos do país: Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander, afirmam o SindBancários e Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras (Fetrafi-RS).
Agências disponibilizam apenas autoatendimento em greve dos bancários
Categoria exige reajuste salarial, participação nos lucros da empresa e fim das metas abusivas