Os agentes de combate a endemias (ACEs) que coletam os dados das 714 armadilhas que monitoram a proliferação do mosquito transmissor da dengue em Porto Alegre visitaram, na tarde desta quinta-feira, o Centro de Comando Integrado da Prefeitura. No local, conheceram o modelo de videomonitoramento e o trabalho integrado de combate à dengue a partir das informações coletadas por eles, nos 22 bairros onde as armadilhas estão instaladas. Os agentes foram recepcionados no Ceic pelo coordenador operacional Maurício Martins Alves.
Na apresentação, os agentes conheceram a estrutura do centro, que reúne 17 orgãos municipais que tem interface direta com a população. Foram visitadas a Sala de Operação, onde as imagens captadas por mais de 840 câmeras distribuídas pela cidade são vistas em tempo real em um videowall com 39 telas. As imagens são acompanhadas por servidores distribuídos em 24 unidades de atendimento, incluídas as reservadas para órgãos estaduais e federais, que atuam em parceria com o centro; a Sala de Transparência, onde informações sobre as condições da cidade são repassadas à mídia para a rápida disseminação entre a população e a Sala de Situação, espaço de planejamento e avaliação das ações.
“A visita foi engrandecedora. A oportunidade de conhecer o monitoramento demonstra que nosso trabalho está sendo reconhecido, e nosso trabalho visa ao monitoramento e controle: temos que correr na frente e evitar que a doença aconteça”, ressaltou a agente Ana Cláudia Nascimento após a visita.
O monitoramento inteligente da dengue está implantado na cidade desde 2013. A partir da inspeção e coleta de mosquitos aedes aegypti adultos nas 714 armadilhas instaladas em 22 bairros da Capital com maior vulnerabilidade à proliferação do vetor da dengue, os agentes alimentam um sistema que está em permanente controle da prefeitura no Ceic. Com o sistema inteligente, poder público e população da cidade podem acompanhar a infestação dos mosquitos, planejar ações e tomar atitudes preventivas.
O acompanhamento da situação vetorial (infestação do Aedes aegypti) pela população pode ser feito pela internet, em visita ao site da prefeitura. Na página, são encontradas informações sobre a infestação do mosquito, dicas de prevenção, notícias, levantamentos técnicos, situação da doença na cidade, entre outras.
A bióloga responsável pela Equipe de Roedores e Vetores da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) da Secretaria Municipal de Saúde, Liane Fetzer, enfatiza que o monitoramento inteligente é um trabalho de todos. “Cabe à prefeitura atuar em áreas públicas, mas a participação dos moradores é essencial: cada cidadão pode fazer a diferença no controle do mosquito”, frisa. Em 2015, foram confirmados dois casos de dengue em Porto Alegre, ambos trazidos de fora do Estado.
Agentes de combate à dengue conhecem centro de videomonitoramento
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