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Agentes de combate à dengue enfrentam dificuldades para entrar nas casas

Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti começou nesta segunda-feira

Programa de Combate a Dengue começou nesta segunda-feira
Programa de Combate a Dengue começou nesta segunda-feira Foto : Vinicius Roratto
Os agentes responsáveis pelo levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) enfrentam dificuldades para acessar moradias, no primeiro dia do Programa de Prevenção à Dengue da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em Porto Alegre. Na manhã desta segunda-feira, em mais de 30 minutos de trabalho, apenas uma moradora da vila Tronco, na zona Sul da Capital, autorizou o ingresso dos agentes no pátio de sua moradia. “Não costumo deixar água parada. Quero estes mosquitos longe da minha casa”, disse a dona de casa, Carla Procópia Freitas, 32 anos.

O Programa deve ser concluído no final da tarde de sexta-feira. Os 135 agentes de combate a endemias têm prazo de cinco dias para visitar 13 mil imóveis de 81 bairros em busca de larvas do mosquito. A coordenadora do Programa de Combate à Dengue, Maria Mercedes Bendatti, salientou que os resultados possibilitarão a elaboração do mapa de vulnerabilidade da dengue em Porto Alegre.

“Essa nova estratégia de integração de informações, proposta pelo Ministério da Saúde, tem o objetivo de orientar as ações de prevenção à doença”, assinalou. Segundo ela, a identificação de áreas com maior densidade do mosquito vetor deverá ser priorizada no controle, com um incremento nas visitas domiciliares, ações educativas e de mobilização social. Lembrou que, neste ano, foram diagnosticados 17 casos de dengue contraídos na Capital.

Anteriormente, todos os casos eram importados. “O acompanhamento da densidade do mosquito é fundamental para que possamos reduzir o risco de uma epidemia da doença nos meses de verão”, enfatizou o supervisor de campo da Coordenadoria-Geral de Vigilância em Saúde, Alessandro Coelho.


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