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Agentes penitenciários paralisam atividades no RS

Categoria reclama do veto ao de porte de arma da presidente Dilma Rousseff

Agentes penitenciários paralisaram as atividades nesta quarta no Estado
Agentes penitenciários paralisaram as atividades nesta quarta no Estado Foto : Tarsila Pereira
Os agentes penitenciários, administrativos e técnicos superiores penitenciários do Rio Grande do Sul pararam as atividades nesta quarta-feira no Estado. Ficaram mantidos somente o fornecimento de alimentação, atendimento médico de urgência e registro alvará de soltura. Porém, serviços como como audiências, transferências e atendimento jurídico ficaram suspensos.

No setor de transporte da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), na zona Leste de Porto Alegre, 120 servidores ficaram parados. Segundo o diretor do Associação dos Monitores e Agentes Penitenciários (Amapergs), Cristiano Fortes, cerca de 150 entregas deixaram de ser feitas por falta de transporte para os presos. Elas devem ser remarcadas. “Temos 100% de adesão da categoria nesta paralisação”, declarou.

A categoria conta com aproximadamente 4 mil servidores. Apesar da paralisação, a Susepe informou que não houve grandes transtornos nos trabalhos penitenciários pela manhã, já que os serviços considerados essenciais foram mantidos.

O presidente da Amapergs, Flávio Berneira, afirmou que a intenção foi chamar a atenção das autoridades. A classe rejeita o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto que regulamentava o porte de arma nacional. Também criticam a Procuradoria Geral do Estado (PGE), que teria demitido servidores “sem garantia de direito ao contraditório e autodefesa”. Berneira também lembrou que as condições de trabalho dos servidores não são adequadas. O maior problema é a superlotação.

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