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Agora é que não vamos desistir do casamento no CTG, diz Solange

Casal ficou em choque ao saber do incêndio que atingiu local que sediaria casamento coletivo

Agora é que não vamos desistir do casamento no CTG, diz Solange (à esquerda)
Agora é que não vamos desistir do casamento no CTG, diz Solange (à esquerda) Foto : Daniel Badra / Especial / CP
Por Luiz Felipe Mello

O casal Solange Ramires, 24 anos, e Sabriny Benitez, 26anos, que estava com casamento marcado para este sábado, está em choque após o incêndio que atingiu o Centro de Tradições Gaúcha (CTG) Sentinelas do Planalto em Santana do Livramento, local que iria sediar uma cerimônia coletiva no município da Fronteira Oeste. Apesar da tristeza, as duas querem levar adiante a vontade de celebrar a união. Em entrevista ao Correio do Povo, Solange afirmou que tem apoio da comunidade santanense para casar em um CTG.

"Muitas pessoas nos encorajaram e até hoje recebemos a ligação da família da Sabriny, dizendo que não poderíamos desistir. Depois desse incêndio, agora é que não vamos desistir de oficializar a nossa união no CTG", disse Solange nesta quinta-feira.

Conforme Solange, a notícia do incêndio pegou todos de surpresa na família. "Estamos em choque e tristes. Ganhamos elogios de muitas pessoas, que chegavam ao nosso trabalho para exaltar a nossa coragem", relatou. O patrão do CTG, Gilbert Gisler, garantiu que continua com o desejo de sediar o casamento entre Solange e Sabriny. 

Desde que foi revelada a identidade das pessoas do mesmo sexo que vão se casar, a Brigada Militar (BM) mantém de plantão uma viatura com dois policiais para zelar pela segurança das noivas. Ambas trabalham em uma pet shop de Santana do Livramento.

Solange relatou que não tomou conhecimento de ameaças desde que a decisão de se casar em um CTG se tornou pública. "Nunca recebemos ameaças ou algo parecido. Sempre foi o nosso desejo casar ali. Continuamos com este interesse", disse apesar de não saber quando a cerimônia vai ocorrer. 

Para Solange, o incêndio - que ainda não foi considerado criminoso pela Polícia Civil - não precisava acontecer por conta de um casamento homoafetivo. "Cada um tem a sua opinião e todos precisam respeitar a nossa. Não tinha necessidade de fazer tudo isso para evitar que a cerimônia acontecesse. A gente lamenta porque eu sempre estive ligada ao movimento tradicionalista. Fui prenda aos sete anos", recordou.

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