O agricultor Adelino da Silva Fagundes, 59 anos, foi uma das primeira pessoas a ter contato com os dois praticantes de rapel que saíram do local do acidente para buscar ajuda. Ele estava subindo em direção a cascata com a esposa do médico-cardiologista Roberto Schuster, que continua internado no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.
Ele, que também trabalha como guia no interior de Maquiné, tinha combinado de buscar o grupo de sete praticantes de rapel às 19h de sábado, próximo do salão paroquial, no caminho para a cascata. Entretanto, como eles não chegaram no horário combinado, o morador de Maquiné passou a fazer buscas na região, que se estenderam até as 22h.
De manhã, ele avisou os familiares que estavam hospedados no Refúgio Verde. Por volta das 6h, ele saiu do hotel em direção a cascata, com a esposa do cardiologista. Pelo caminho, eles encontraram Maicon Silva da Silva e Luciano Souza.
Adelino ainda ajudou um deles que tinha ferimentos no braço e apresentava febre devido as picadas de abelha. “Foi uma tragédia.” O agricultor conhece Schuster há cerca de oito anos quando o médico-cardiologista se hospedou no Refúgio Verde e quis conhecer cascatas da região para fazer rapel. O comandante do GBS, major Roberto Canto, elogiou a persistência dos dois alpinistas que foram atrás de socorro. “Mesmo com uma fratura no braço um deles conseguiu caminhar por horas. Ele lembrou que os alpinistas sabem dos riscos da prática do rapel. Entretanto, segundo ele, ataques de abelhas dessa maneira não são comuns de ocorrer. “Foi um ataque bastante agressivo.”
Agricultor ajudou primeiros dois alpinistas, em Maquiné
Homem havia combinado de encontrar grupo que fazia rapel no início da noite de sábado