A mobilização dos agricultores integra as ações do "Abril Vermelho" – que lembra o massacre de Eldorado do Carajás, no Pará, ocorrido em 17 de abril de 1996, que culminou com a morte de 19 camponeses em confronto com policiais.
Os agricultores reivindicam a criação de uma Política Nacional Camponesa que apresente alternativas aos limites enfrentados no campo para acesso aos conhecimentos, à saúde, à moradia, ao saneamento básico, ao lazer, à cultura e que garanta as condições técnicas produtivas para a produção de alimentos saudáveis.
Outros pontos da pauta são a realização da reforma agrária, a renegociação das dívidas dos pequenos agricultores e a compensação ambiental aos camponeses pela preservação da natureza.
De acordo com o coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Eloir Soares, a Via Campesina vem debatendo e negociando com o governo do Estado a criação de um Programa Campônes que beneficiaria os pequenos agricultores gaúchos. “Além de concretizar esse programa em nível estadual, nossa luta reivindica que se amplie essa política beneficiando todos os camponeses”, disse Soares.
O MST também mantém 400 sem terra em Brasília, no Acampamento Nacional Hugo Chávez, como forma de chamar a atenção do governo para a urgência de assentar as 90 mil famílias que aguardam, em todo o País, o acesso à terra.