A primeira ocupação da ponte sobre a barragem de Itá ocorreu às 11h45min e só foi liberada às 13h30min. Por volta das 15h, os agricultores voltaram a bloquear a cabeceira da ponte, fechando a passagem de veículos. Longas filas de veículos se formaram dos dois lados. Os manifestantes esperam o desfecho de negociações que lideranças fazem com autoridades do setor rural em Brasília.
O movimento é organizado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Sul (Fetraf-Sul) e a Via Campesina e entre as reivindicações estão anistia do crédito emergencial; e bônus de adimplência de R$ 12 mil por família, divididos em dois casos: os inadimplentes receberiam aplicação do bônus de R$ 12 mil na soma das dívidas e o saldo refinanciado em até 15 anos; e para os que estão com as parcelas em dia o bônus deverá ser dividido e descontado nas parcelas restantes.
O coordenador da Fetraf-Sul, Roberto Balém, “Vamos esperar o final da audiência que está acontecendo em Brasília e depois vamos decidir se liberamos ou se ficamos aqui”. Ele não descarta nem mesmo a hipótese do grupo permanecer acampado no local, às margens da BR 153, e voltar a fazer novas manifestações no fim de semana. A Polícia Rodoviária Federal de Erechim está monitorando a manifestação, considerada pacífica.
Os trabalhadores rurais se encontraram na manhã dessa quinta-feira, na ponte do Rio Uruguai, para realizar o protesto. Ontem, eles estavam acampados às margens da BR 153, mas nesta sexta decidiram entrar na rodovia para protestar. O Governo Federal estima que meio milhão de contratos estão com os pagamentos em atraso. No Rio Grande do Sul, o total da dívida gaúcha a vencer em 2011, tanto de custeio como de investimento, é de R$ 800 milhões e remonta o passivo de uma década.