Os agricultores se organizaram e aproveitaram a entrada da última entidade inscrita no desfile para juntar-se ao evento. Além de faixas e cartazes, os manifestastes carregaram um boneco simbolizando a presidente Dilma e colocaram fogo no final do ato, em frente ao palanque das autoridades. Um caixão de defunto também foi levado por alguns integrantes do movimento.
Roberto Rotta, que acompanha a luta dos agricultores, disse que a mobilização também serviu para mostrar a preocupação dos trabalhadores com as crianças que gostariam de continuar na agricultura. “por que falar tanto em êxodo rural, então?”.
A região convive com um dilema entre os municípios de Erechim, Erebango e Getúlio Vargas, mais especificamente a comunidade conhecida por Mato Preto. Um laudo da Funai define a área como indígena, mas a demarcação foi contestada com um documento encomendado pelos agricultores.
São mais 4 mil hectares onde vivem 365 famílias de pequenos agricultores e que podem ser ocupados por 16 famílias de indígenas, hoje, vivendo à revelia às margens da ferrovia, entre Erechim e Getúlio Vargas. O clima na região é cada dia mais tenso.
O governo do estado formou uma comissão para tratar do caso, junto com o Ministério Público Federal e Funai. O prefeito de Erechim, Paulo Polis, deverá receber uma comissão de agricultores da comunidade na próxima quarta-feira.