Os funcionários da superintendência da Caixa Econômica Federal (CEF) de Passo Fundo foram impedidos de ingressar na manhã desta terça-feira na agência por agricultores familiares acampados na cidade desde segunda-feira. Liderados pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-Sul), eles buscam pressionar a CEF para liberar recursos para a construção de moradias previstas no Programa Nacional de Habitação Rural – Minha Casa Minha Vida.
O primeiro dia de protesto foi considerado positivo pelas lideranças do movimento. Ontem, a agência não teve atendimento ao público, mas os funcionários puderam entrar para executar tarefas internas. Hoje, os manifestantes resolveram aumentar a pressão sobre a direção da CEF em Brasília. O dirigente da Fetraf-Sul Ari Pertuzatti disse que o movimento quer a liberação imediata dos R$ 500 milhões destinados no ano passado pelo governo Federal para a construção de 50 mil moradias rurais.
Pertuzatti afirma que, depois de um ano de espera sem que os recursos fossem liberados, os agricultores não querem mais promessas. O dirigente disse que o movimento quer a definição imediata de medidas concretas para a execução do programa de construção de moradias. Caso isso não aconteça, ele promete que as mobilizações vão continuar, nas próximas semanas, em Brasília e Porto Alegre. Em Passo Fundo, o protesto deve terminar no final da tarde. A Brigada Militar está com policiamento reforçado junto a agência da CEF, mas não foi registrado nenhum incidente.
Agricultores impedem entrada de funcionários em agência da Caixa em Passo Fundo
Protesto é liderado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura