Ônibus de outras cidades devem chegar a Porto Alegre nesta quarta-feira, trazendo outros manifestantes para se juntar ao grupo. Coordenados pela Federaçao dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), os produtores não pretendem desocupar o local enquanto a União não cumprir e oficializar a promessa feita há um mês sobre a renegociação. “Queremos que o governo sinta que a situação está insustentável. O produtor não consegue nem financiar a safra”, disse o vice-presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva.
Hoje em Brasília ocorre reunião do grupo de trabalho instituído para tratar do endividamento agrícola, que chega a R$ 8 bilhões no Brasil, sendo R$ 5 bilhões no Rio Grande do Sul. Segundo Silva, a principal tarefa do encontro será demonstrar ao governo que os atrasos não foram motivados por descontrole financeiro ou baixa produtividade, mas clima adverso e crises de preço na última década. A proposta fechada em maio pelas entidades sindicais busca renegociar R$ 458 milhões vencidos ou em negociação junto ao Banco do Brasil com prorrogação por até 15 anos e 30% de desconto na parcela anual. Para os que mantiveram os contratos atuais em vigor, seria concedido abatimento de até R$ 12 mil do devido.