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AL deve votar em junho projetos para agilizar separação do Corpo de Bombeiros da BM

Processo começou em junho de 2014

Processo começou em junho de 2014
Processo começou em junho de 2014 Foto : André Ávila / CP Memória
Dois projetos que definem as regras para a desvinculação definitiva do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar (BM) serão votados nas próximas semanas, no plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A previsão repassada à Associação dos Bombeiros do Rio Grande do Sul (Abergs) é para que a apreciação ocorra em 13 de junho. Os pareceres sobre os projetos da Lei de Transição e da Lei de Fixação de Efetivo do Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS) foram aprovados, nesta terça-feira, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e seguem para publicação Diário Oficial do Parlamento.

Após a aprovação da Emenda Constitucional que prevê a separação das instituições, em junho de 2014, e da Lei Complementar que define a Organização Básica do Corpo de Bombeiros Militar, em agosto do ano passado, agora é necessário estabelecer o período e as regras de transição. Essas medidas estão previstas nos projetos de lei, que também definem como os bens móveis e imóveis serão destinados aos bombeiros, além de reorganizar o quadro pessoal que sai da Brigada Militar e passa a atuar pelo Corpo de Bombeiros Militar.

A estrutura vai contar com Comando Geral, Corregedoria, Departamento de Prevenção de Incêndios e Departamento Administrativo, além de 12 Batalhões de Bombeiros distribuídos pelo Rio Grande do Sul. No entanto, um dos projetos prevê redução de 751 cargos em comparação com a estrutura pensada originalmente, passando de 4.852 para 4.101. Atualmente, a categoria soma 2,2 mil agentes. A recomposição do efetivo deve ser feita aos poucos, até que se chegue a um mínimo necessário para colocar quatro soldados por carro de combate a incêndio.

Separação é demanda antiga

A separação dos bombeiros da BM é uma campanha antiga e, segundo o presidente da Abergs, Ubirajara Ramos, mesmo que as estruturas já estejam funcionando separadas atualmente, é necessária a aprovação da legislação para regulamentar e legalizar a situação. “Hoje, ainda não é possível a nomeação de um comandante-geral do Corpo de Bombeiros e não temos um CNPJ, o que nos impossibilita firmar convênios para a captação de recursos e a formação de servidores. Além disso, a mudança vai facilitar os repasses de horas extras para manter os quartéis abertos”, explicou.

O governo do Estado pretende que as mudanças sejam graduais, desenvolvidas com a instalação de uma comissão transitória para realizar o acompanhamento e controle da desvinculação, e concluídas até o fim do ano.