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Alcy Cheuiche: Paixão Côrtes era a estampa do gaúcho

Escritor e ex-patrono da Feira do Livro relata emoção ao ouvir discos de tradicionalista em Paris

Velório foi marcado por muita emoção no Palácio Piratini
Velório foi marcado por muita emoção no Palácio Piratini Foto : Mauro Schaefer
*Com informações dos repórteres Mauren Xavier e Guilherme Kepler  

O escritor e patrono da 52ª Feira do Livro de Porto Alegre, Alcy Cheuiche concedeu entrevista à Rádio Guaíba nesta terça-feira e falou sobre a morte do tradicionalista Paixão Côrtes, ocorrida nessa segunda-feira. O compositor, flocorista e pesquisador da cultura gaúcha faleceu às 16h de ontem em decorrência da saúde fragilizada. Ao se referir a Paixão, Cheuiche lembra que ele serviu de modelo para a estátua do Laçador porque representa a estampa do gaúcho, do homem simples. 

Cheuiche ainda lembrou um pouco da sua trajetória, que tem episódios relacionados a Paixão Côrtes. "Quando estive em Paris, onde estudei durante um tempo, eu não tinha a erva para tomar um mate. Claro, hoje em dia temos tudo em qualquer lugar, mas naquela época, nos domingos, eu vestia uma bombacha e ouvia os discos do Paixão e chorava com saudade do Rio Grande do Sul", disse ao programa Direto ao Ponto.  

No entendimento de Cheuiche, essa cultura de afeto pelo tradicionalismo foi criada por Paixão Côrtes e Barbosa Lessa, folclorista e músico nascido em Piratini. "Essa cultura devemos a ele (Paixão), Jayme Caetano Brau e ao Barbosa Lessa. Todo esse movimento é nosso, isso tudo é nosso", definiu. 

Nesta terça-feira, no Palácio Piratini, o movimento para a cerimônia de despedida de Paixão Côrtes começou a se intensificar depois das 10h. Num primeiro momento, o velório ficou reservado apenas aos familiares, mas fãs e pessoas identificadas com a trajetória do folclorista foram até a Praça da Matriz para prestar a sua homenagem.