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Alemanha tem 1.707 infectados por coronavírus em 24 horas, maior número desde abril

Dados do instituto epidemiológico RKI, que registra 228.621 casos desde o início da pandemia, confirmam a aceleração dos contágios no país nas últimas semanas

O Ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, analisa um sistema de intubação para pacientes infectados com o coronavírus ao lado do Presidente do Conselho do Centro Médico Universitário de Schleswig-Holstein (UKSH), Jens Scholz, durante sua visita à unidade de terapia intensiva do UKSH
O Ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, analisa um sistema de intubação para pacientes infectados com o coronavírus ao lado do Presidente do Conselho do Centro Médico Universitário de Schleswig-Holstein (UKSH), Jens Scholz, durante sua visita à unidade de terapia intensiva do UKSH Foto : Christian Charisius / POOL / AFP / CP

A Alemanha registrou nas últimas 24 horas 1.707 novos infectados por coronavírus, o número mais elevado desde abril, de acordo com dados oficiais divulgados nesta quinta-feira. Os dados do instituto epidemiológico RKI, que registra 228.621 casos desde o início da pandemia, confirmam a aceleração dos contágios no país nas últimas semanas. Até o momento, o número de casos adicionais era comparável aos registrados em maio, quando a epidemia começou a retroceder em território alemão.

Agora, o país retorna aos níveis do fim de abril, quando estava no pico da pandemia. O recorde de casos diários foi de seis mil, no começo daquele mês. Já as mortes contabilizadas nas últimas 24 horas foram 10  o que eleva a 9.253 o número de vítimas fatais desde o começo da crise sanitária internacional.

As autoridades intensificam as advertências com o aumento dos casos de contágio, vinculados parcialmente ao retorno dos alemães que passaram férias no exterior. A situação levou o governo alemão a declara praticamente todo o território da Espanha e parte dos Bálcãs, áreas preferenciais para os turistas alemães, como zonas de risco e adotar testes e quarentenas para os viajantes que retornam destas regiões.

"A duplicação de casos adicionais observada a cada dia na Alemanha nas últimas três semanas constitui uma evolução que não deve continuar", afirmou a chanceler Angela Merkel.