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“Alerta hoje é maior”, admite Vigilância em Saúde do RS

Aeroporto Salgado Filho poderá instalar área de isolamento contra o ebola

Paciente de caso suspeito de ebola foi levado ao Rio de Janeiro
Paciente de caso suspeito de ebola foi levado ao Rio de Janeiro Foto : Fabio Conterno / AFP / CP
Por Cíntia Marchi

O caso suspeito de ebola no País, que deverá ser confirmado ou descartado até amanhã, trouxe uma preocupação a mais para autoridades gaúchas. A médica sanitarista do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Marilina Bercini, em Porto Alegre, diz que o Estado se prepara há dois meses para identificar e isolar casos porque sabia que o aparecimento de suspeitos era uma questão de tempo.

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“O alerta hoje é maior. Mas é um fato que já estávamos esperando”, diz. No entanto, mesmo com a possibilidade de confirmação de um caso no Brasil, o Rio Grande do Sul continua seguindo o mesmo plano de contingência, sem adotar ações especiais.

Segundo Marilina, foge do controle do Estado saber quem chega e quem sai do RS. A rede da Saúde, treinada para enfrentar o ebola, irá atuar especificamente em casos que apresentem sintomas compatíveis com a doença como febre e hemorragias. “Por exemplo, se num voo aéreo alguém apresentar o quadro clínico do ebola, imediatamente acionaremos nosso plano de ação”, explica.

Salgado Filho poderá ter área de isolamento

Se necessário, no Aeroporto Internacional Salgado Filho haverá uma área de isolamento. Os profissionais das unidades sanitárias passam, então, a atuar na averiguação do quadro clínico e no transporte do paciente. “Se confirmado que o caso é suspeito, o Ministério da Saúde orienta que seja encaminhado ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro”. No Rio Grande do Sul, o Hospital Conceição, na Capital, é a referência, mas o paciente somente ficará internado na instituição provisoriamente até que seja providenciado o envio ao RJ.

O Hospital Conceição, por meio de nota, informou que está preparado para a possibilidade de atuação. O hospital se organizou com a elaboração do Protocolo de Manejo Clínico, Biossegurança e Controle de Infecção e Vigilância Epidemiológica de casos suspeitos de Doença pelo Vírus Ebola, com a participação de profissionais de todas as áreas que estariam envolvidas com o atendimento de casos suspeitos. Foram realizadas capacitações concluindo 34 horas de formação com a participação de 683 profissionais dos diferentes setores.


 
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