Marcado por um mês de janeiro com muito sol e fevereiro trazendo períodos de instabilidade, o veraneio contou com muitos fiéis para aproveitar a beira das praias com qualquer tempo, principalmente nos finais de semana. Ainda assim, em comparação ao verão do ano passado, o sol brilhou mais nas praias, e o “chocolatão” quase passou desapercebido.
Foto: Fabiano do Amaral
“Seria bom ficar, mas é hora de ir pra casa”, concluiu a aposentada Herma Grapiglia, 76, que provavelmente poderia estar falando pelos outros milhares de veranistas que deixaram o Litoral Norte desde a segunda-feira. “Foi um verão muito bom”, afirmou. Acompanhada do marido, o também aposentado Nilo Grapiglia, 80, o casal aproveitou a praia de Imbé desde o Natal, e foi embora no penúltimo dia de carnaval rumo ao lar, em Bento Gonçalves.
Um dos filhos do casal foi o encarregado pelo transporte. Ricardo Grapiglia, 41, nem viu o mar. A missão dele e único foco era buscar os pais e evitar o congestionamento na estrada. “Vim hoje e voltamos hoje”, disse. Enquanto ele e o sobrinho carregavam o carro, os anfitriões curtiam os últimos momentos de ambiente litorâneo. “Ficamos mais de dois meses. Está na hora de ir embora ver os filhos e netos”, argumentou a aposentada como se justificasse pra si a partida.
Assim como a família da Serra, os milhares de veranistas que retornam das praias repetiram o mesmo ritual. O porta-mala do carro aberto no quintal, uma última sentada na cadeira de praia na varanda e a última manhã na beira do mar. Uma longa despedida até qualquer final de semana, um novo veraneio ou o próximo carnaval.