Mais de mil pessoas já se cadastraram para utilizar as bicicletas. “A adesão ao projeto mostra que a população está interessada e apoia a iniciativa. Agora a ideia é ampliar as estações, que chegarão a 40 em abril de 2013 e também facilitar as maneiras de pagamento”, destacou. Ele explicou ainda que a intenção é que as pessoas passem, dentro do possível, a utilizá-las como transporte.
A expectativa da empresa Serttel, responsável pelo serviço, é que a implantação estimule a utilização da bicicleta, em especial as particulares, e também faça com que a administração pública investa mais em ciclovias. Segundo o diretor de negócios Peter Cabral, esse processo é natural e foi registrado em outras cidades onde o serviço já está em funcionamento.
Ele lembrou que no Rio de Janeiro, onde já há uma grande rede de ciclovias, com a bicicleta pública se verificou a necessidade de novas rotas. Já em São Paulo, onde não existiam muitos locais, o serviço criou essa demanda. Em Sorocaba (SP) o serviço também está em funcionamento com bons resultados. “A ideia é estimular a cultura do uso da bicicleta. Antes de qualquer coisa, somos a favor do seu uso e da sustentabilidade”, disse Cabral.
As bicicletas, que são construídas pela própria Serttel, têm durabilidade maior, são mais leves, pesando cerca de 16 quilos, e possuem um chip que permite sua localização. O usuário poderá retirar e devolver as bicicletas em qualquer estação. Segundo o presidente da empresa, Angelo Leite, a intenção é que o usuário faça o uso consciente. “A bicicleta tem como objetivo ser compartilhada”, afirmou.
Os interessados deverão se cadastrar pelo site do serviço ou pelos aplicativos de smartphone, via aplicativos do IPhone e Android. Também pode ser feito pelo celular convencional, via portal de voz, pelo telefone 4063-7711. O valor do passe mensal será R$ 10 e o diário R$ 5, podendo utilizar o sistema durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Uma das críticas é com o fato de que o pagamento só pode ser feito por meio de cartão de crédito. Segundo Cappellari, já está sendo trabalhada a possibilidade de o pagamento ser feito de outras maneiras, como o cartão Tri.