A estudante levou uma barra de cereal para comer durante o teste, mas teria sido proibida pelos fiscais de abrir a embalagem. Segundo a mãe da aluna, que não quis se identificar, a filha telefonou por volta das 16h30min, ao deixar a sala da prova (aplicada a partir das 13h30min), relatando enjoo, dores e mal-estar. “Ela almoçou pouco depois das 11h, pra não perder o horário, é natural que sentisse fome. Isso não pode acontecer”, afirmou.
O edital do Enem não é conclusivo quanto ao assunto. Não há permissão nem proibição sobre comer durante a prova. De acordo com serviço de atendimento do MEC Fala Brasil (que recebe ligações pelo telefone 0800 616161), os fiscais foram orientados a verfificar os lanches dos alunos, mas não a impedi-los de comer.
Para a nutricionista Débora de Mello, ainda que seja possível fazer o exame sem se alimentar, o ideal é que o estudante coma durante a prova, como um apoio, inclusive, para que melhore o desempenho intelectual. “O recomendado é uma alimentação regular, de três em três horas, ainda mais quando há um esforço mental, mas não quer dizer que necessariamente o aluno vá passar mal caso não consiga fazer isso”, disse.
No Rio Grande do Sul, quase 330 mil estudantes começaram, neste sábado, a participar do Enem, que prossegue no domingo. Hoje, foram realizadas as provas de ciências humanas e da natureza. Domingo, é a vez das linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática.
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