Ao volante de um Gol vermelho, o estudante, que também havia acabado de deixar o prédio, segundo o tenente Eduardo Santos, do 23º Batalhão, atropelou primeiramente algumas pessoas. Ao perceber que seria agredido, acelerou e atingiu mais dois estudantes, um rapaz de 30 anos e uma jovem de 20. As vítimas, com ferimentos moderados, foram encaminhadas para o Hospital São Camilo, na Pompeia, e para a Santa Casa de Misericórdia.
O aluno só não conseguiu deixar o local porque bateu o carro contra um poste após o segundo atropelamento. Um colega, ao ver que dezenas de pessoas já corriam para linchá-lo, ajudou o motorista a descer do carro, puxando-o pelo braço, e o colocou dentro de uma agência do Banco do Brasil. Revoltadas, as testemunhas quebraram as portas de vidro da agência. Policiais militares do 23º Batalhão chegaram ao local e evitaram o espancamento. Acusado pelas testemunhas de estar embriagado, o estudante foi encaminhado pelos policiais para o plantão do 7º Distrito Policial, da Lapa.
Por orientação do advogado, ele não prestou depoimento nem fez exame de bafômetro, mas foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), a pedido do delegado, para passar pelo exame de dosagem alcoólica. O local dos atropelamentos foi isolado pela polícia. Uma garrafa de bebida energética foi encontrada dentro do carro de Leonardo. Muitas bebidas ficaram espalhadas pela rua após a dispersão dos estudantes.