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Alunos da UFRGS protestam contra mudanças na formatura

Proposta de tornar a cerimônia mais solene desagrada aos acadêmicos

Alunos protestam contra mudanças na formatura da UFRGS
Alunos protestam contra mudanças na formatura da UFRGS Foto : Carla Ruas
Universitários protestaram na manhã desta sexta-feira no saguão de acesso à Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) contra as alterações previstas nas solenidades de colação de grau dos cursos de graduação presencial.

A proposta de reduzir o tempo de duração das formaturas, além de torná-las mais solenes, desagrada aos acadêmicos. Pelas novas regras, os formandos não mais poderão fazer os tradicionais agradecimentos individuais após o recebimento do diploma de conclusão de curso. Tampouco poderão receber o diploma de pai ou mãe com a mesma formação.

“Estão quebrando a tradição e retirando o glamour de nossas formaturas”, argumentou o presidente do DCE/UFRGS, Renan Pretto, lembrando que, a partir de agora, o diploma somente poderá ser entregue pelo paraninfo da turma. As novas regras também estabelecem que durante a chamada do formando poderá ser exibida a foto atual que constará no convite, a foto da turma e o logotipo da UFRGS nas telas de projeção.

As normas, que entraram em vigor a partir de 29 de março, determinam que a solenidade de colação de grau poderá ser interrompida ou encerrada pelo presidente da mesa caso os formandos apresentem comportamento “atentatório ao decoro acadêmico ou de inobservância das regras do cerimonial universitário”.

O vice-reitor da UFRGS, Rui Vicente Oppermann, ressaltou que os agradecimentos são repetitivos e as cerimônias ficam muito longas, excedendo o tempo de duas horas. Oppermann ressaltou que as alterações no cerimonial ainda estão sob análise e uma decisão final deverá ser anunciada até 15 de maio.

Outra preocupação dos estudantes envolve a reforma do Salão de Atos, com obras previstas entre dezembro e março. O vice-reitor afirmou que uma comissão técnica está analisando a necessidade do fechamento em função das obras. “Caso as formaturas não possam ser realizadas no Salão de Atos, os formandos não terão que pagar pela locação de um novo espaço”, frisou.