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Alunos de medicina da Ufrgs aplicam trote solidário

Doações de uma rede de supermercados foram encaminhadas ao Asilo Padre Cacique

Alunos de medicina da Ufrgs aplicam trote solidário
Alunos de medicina da Ufrgs aplicam trote solidário Foto : Alexandre Mendez
Mais de cinco toneladas de alimentos não perecíveis e produtos de higiene pessoal e de limpeza foram arrecadados no "trote solidário", organizado pelos alunos veteranos do Faculdade de Medicina da Ufrgs. Em um final de semana, um grupo de "bixos" do curso ficou pedindo doações na entrada de uma grande rede de supermercados. O resultado começou a ser distribuído na tarde de ontem, quando os futuros médicos descarregaram 900 quilos de doação no Asilo Padre Cacique, na Capital. "Este é o segundo ano que os estudantes de Medicina da Ufrgs promovem o trote solidário e escolhem a nossa entidade como beneficiária", afirmou a diretora técnica da instituição, Cristina Posser.

Segundo ela, a instituição atende 150 idosos a partir dos 60 anos com renda máxima de dois salários mínimos. A moradora mais velha do Padre Cacique é dona Celanira, de 109 anos. "Vivemos de doações e atos como este para nós são muito importantes, pois 90% dos alimentos não perecíveis provêm de doações da comunidade. Somente em leite, são consumidos 90 litros por dia", ressaltou Cristina Posser.

Eduardo Ruschel, um dos organizadores da iniciativa da turma que se formará no segundo semestre de 2014, afirmou que mais quatro entidades serão beneficiadas com os produtos arrecadados. São elas: casa Menino Jesus de Praga, Spaan, Associação Beneficiente Fraterno Auxílio Cristão da Sagrada Família e o Instituto do Câncer Infantil. Segundo ele, foram os estudantes que armazenaram na casa de um colega toda a arrecadação e eles mesmo que carregaram o caminhão.

"Além da grandeza do ato, o trote solidário é uma forma de dar um retorno a todas aquelas pessoas que de alguma forma contribuíram para que a gente chegasse a este número expressivo de doações", afirmou Ruschel. Para a bixo Luiza Pezzali, 18 anos, participar de uma ação como esta é muito gratificante. "Atos como estes fazem parte do nosso papel como futuros médicos", afirmou.