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Alunos fazem ação em apoio a professores da Ufrgs

Docentes têm indicativo de greve e servidores já estão paralisados

Estudantes apoiam mobilização dos trabalhadores
Estudantes apoiam mobilização dos trabalhadores Foto : Arthur Puls
Um grupo de estudantes ofereceram um café da manhã a professores na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) na manhã desta segunda-feira, em Porto Alegre, em apoio à mobilização dos docentes. A atividade foi realizada em frente ao prédio da Faculdade de Educação, no Centro. Paralelamente, foram feitas reuniões com os professores nas unidades da instituição.

Segundo a coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Nina Becker, este é um momento importante para se discutir o ensino de nível superior no Brasil, já que os servidores administrativos estão em greve e os professores têm indicativo. “Apoiamos os movimentos porque não representam pedidos de uma categoria, mas estão inseridos dentro do processo de valorização da educação como um todo”, afirmou.

Docentes ligados ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) paralisaram as atividades no dia de hoje. Apesar da decisão, poucas turmas tiveram prejuízos em relação à suspensão de aulas. Segundo a professora Laura Fonseca, a mobilização foi definida em assembleia na terça-feira da semana passada. Ela ressaltou que a discussão na Ufrgs não é isolada, mas faz parte de um processo de debate nacional de valorização dos profissionais do ensino e da educação.

Atualmente, o movimento envolve mais de 56 universidades e institutos federais do País já paralisados, segundo o Andes. Além disso, a professora recordou que existem 32 categorias de servidores federais que estão em greve. “Queremos o direito de discutir proposta. O governo não pode virar as costas”, disse Laura.

Os docentes pedem a incorporação das gratificações ao vencimento salarial básico, piso de carreira em 13 níveis, piso salarial de R$ 2.329,95 para jornada de trabalho de 20 horas semanais e recomposição salarial emergencial de 22,08%, referente a perdas acumuladas desde 2010.

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