Também não funcionam as agências bancárias localizadas no prédio. O movimento é nacional e tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a reivindicação de reajuste de salários. Os técnicos administrativos também pedem mudanças nas eleições da Reitoria.
A estudante de pedagogia Andressa Borges e Silva, de 18 anos, sabia do protesto, mas pensou que poderia assistir às aulas. Ela chegou ao prédio da Faculdade de Educação no início da manhã, e se juntou aos manifestantes. “Eles estão pedindo o que é direito deles”, salientou, apesar de ficar chateada por perder um dia do ano letivo. “Quem sai prejudicado é o aluno”, observou. Para ela, se o governo Federal apresentasse uma proposta, a categoria não precisaria paralisar.
Uma das coordenadoras da Associação dos Servidores da Universidade Federal do Rio Grande Sul (Assufrgs), Rosane Souza, disse que o governo federal já realizou 50 reuniões com os trabalhadores, mas não apresentou nenhuma contraproposta.
A entidade, que representa 4,8 mil sindicalizados da ativa, pensionistas e aposentados, pede vencimentos de, pelo menos, três salários mínimos. Atualmente, o mínimo da categoria é de R$ 1.034. “A Ufrgs é uma das melhores universidades do País, porque a maior parte dos técnicos têm graduação, mestrado, ou pós-graduação”, ressaltou outra coordenadora geral da Assufrgs, Bernardete Menezes.
Segundo ela, em 20 anos, a classe só conseguiu aumento após a realização de greves. Entre as reivindicações também estão o aumento do vale refeição, que hoje é de R$ 300. “Queremos, no mínimo, o dobro disso”, ressaltou Bernardete. Além disso, os servidores pedem o reposicionamento dos aposentados, os quais teriam sido prejudicados na mudança de carreira.
Outra questão na pauta é a paridade nas eleições da Ufrgs. Os trabalhadores sugerem uma divisão igual no peso dos votos de professores, técnicos e alunos na escolha do reitor da instituição. Uma assembleia está prevista para amanhã, às 14h, na Faculdade de Ciências Econômicas, na Capital. Caso as negociações não avancem com o Ministério do Planejamento, os servidores devem parar no dia 11 de junho em todo o País.