O problema se agravou depois que a única pessoa que executava o serviço se afastou da função ainda no começo do ano. Desde então, são os alunos que tiveram que se organizar e tomar a frente das funções. A aluna do terceiro ano do Ensino Médio Denise Brumelhaus conta que foram estabelecidos até turnos de trabalho entre os estudantes.
“Cada turma do primeiro ano ficou responsável pela limpeza em um dia da semana. Nós, do terceiro ano, assumimos a manutenção do prédio da Educação Infantil. O problema é que muitos não concordaram em participar e estão certos. Temos que nos preocupar com outras coisas. No final do ano temos vestibular e Enem e, no momento, precisamos pensar em limpeza de banheiro”, reclama.
A aluna também relata que os banheiros da escola chegaram a ficar fechados, antes do mutirão dos estudantes. A diretora da Escola Cristovão Colombo reconheceu o problema. Maria Breli Alves acrescentou que os professores também auxiliam nos serviços gerais. “Desde o ano passado sofremos com problemas de licenças dos funcionários. O quadro se agravou a partir de março. Nos mobilizamos para evitar a suspensão das aulas”, argumenta.
Através da Assessoria de Imprensa, a Secretaria Estadual da Educação (SEC) informou que a Escola Cristovão Colombo tem contrato com três auxiliares de limpeza, mas que dois estão de licença saúde e um terceiro pediu afastamento. A SEC garantiu que irá contratar de forma emergencial uma empresa terceirizada para colocação de dois profissionais até que novos servidores sejam selecionados.