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Alvorada vai decretar calamidade pública por conta da falta d’água

Para reduzir o problema, a prefeitura solicita doação de água potável<br />

Alvorada vai decretar calamidade pública por conta da falta d’água
Alvorada vai decretar calamidade pública por conta da falta d’água Foto : André Ávila
Com 11,7 mil pessoas atingidas pela enchente do Arroio Feijó, o maior problema do município de Alvorada se tornou a falta d’água. O corte chega ao terceiro dia. Em função disso, o prefeito Professor Serginho vai decretar calamidade pública ainda nesta quarta-feira. São 200 mil pessoas sem água no município, ou seja, quase 100% da população.

A Prefeitura solicita com urgência doação de água potável, copos e pratos descartáveis, lenços umedecidos e fraldas descartáveis além de alimentos não-perecíveis. Os donativos podem ser entregues no Ginásio Tancredo Neves.

A casa de bombas, localizada no Distrito Industrial, foi inundada na última segunda-feira. Desde então a água foi cortada no município. Nesta quinta, o prefeito pretende se reunir com o governador do Estado para discutir a situação.

Calamidade pública é decretada quando o desastre é de grande porte. Indica que a situação na qual se encontra o município o estado só será superada com o auxílio de governos e órgãos externos. Na prática, será também uma forma de forçar a Corsan a acelerar os reparos.

Não há previsão para que o abastecimento seja normalizado. A Corsan informou que os equipamentos foram desligados em Alvorada e também no município de Viamão preventivamente. A companhia garante que vai enviar caminhões-pipa para as duas cidades para minimizar os prejuízos.