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Amigos de jovem morto em saída de boate pedem Justiça

Crime ocorrido no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, completou dois anos

Grupo fez caminhada pelo bairro Moinhos de Vento
Grupo fez caminhada pelo bairro Moinhos de Vento Foto : Sofia Cavedon / Arquivo Pessoal / Divulgação / CP
Um grupo formado por familiares e amigos do jovem Wagner Boeira Cardoso, de 27 anos, que foi assassinado na saída de uma boate no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, fizeram uma caminhada nesta quinta-feira para pedir mais Justiça. O crime completou dois anos. 

O grupo caminhou do Parque Moinhos de Vento (Parcão) até a entrada da casa noturna, localizada nas esquinas da rua 24 de Outubro com a Dr. Timóteo. No local eles pintaram o símbolo da paz, que são as asas de um pássaro. A manifestação teve o apoio ainda da ONG Ficar, que atua contra a impunidade e a violência. Segundo a vereadora Sofia Cavedon, que também esteve presente, é fundamental que crimes desta natureza não sejam esquecidos. Para ela, essa é uma maneira de evitar que eles se repitam e façam novas vítimas.

Segundo Joelma Boeira Pizzolotto, prima de Wagner, todos os indiciados ainda estão soltos. Segundo as investigações, o soldado da Brigada Militar Thiago de Lima Garcia Vieira foi o autor do disparo que matou a vítima. Ele foi indiciado por homicídio doloso, quando há a intenção de matar. Por tentativa de homicídio, foi indiciado o soldado Diovani Pontes Bernardo. Um segurança do bar também foi indiciado.

Joelma contou que, após uma briga dentro do bar, Boeira e um amigo foram perseguidos e agredidos por seguranças do estabelecimento. Boeira foi atingido com um tiro na cabeça e morreu na hora.

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