O grupo pede por justiça e responsabilização dos envolvidos no estrangulamento que vitimou a jovem. Diversos cartazes pediam por justiça. Havia um cartaz que dizia “Escola é para estudar, não para morrer”. Todos estavam com faixas rosas na cabeça, que diziam “justiça”. Os familiares estavam com uma camiseta estampada com uma foto de Marta, com os dizeres “Marta Nosso Anjo” e “Saudade Eterna”.
A tia da vítima, Noeli Oliveira, de 36 anos, coordenou a manifestação a pedido da irmã, mãe de Marta. “Nós queremos justiça. A gente confia que dentro do colégio não vai acontecer nada e a minha sobrinha foi morta”, disse Noeli. Segundo ela, houve omissão por parte dos professores da escola, que não estavam na sala de aula na hora da briga. “Minha sobrinha era inocente, não conhecia ninguém na escola e sempre foi quietinha. Estamos sentindo muita dor e só queremos que os responsáveis paguem pelo que fizeram”, afirmou Noeli.
Colegas da Escola Estadual Cristóvão Colombo, localizada no bairro Sarandi, onde Marta estudava antes de se mudar para Cachoeirinha, estiveram presentes no protesto. Entre eles, estava Nadiele Silveira, de 14 anos, que era muito amiga de Marta. “Ela era muito calma, sofria bullying, mas ficava quieta, nunca foi de brigar. A Marta gostava de ajudar os outros e não gostava de ver ninguém triste”, disse Nadiele.
Karla Bahls, que também era amiga de Marta, a chamava de “mana”. “O sonho dela era fazer medicina. Nós estávamos sempre juntas. No dia que ela morreu, tinha uma mensagem no meu celular dela, só dizia que estava triste, mas eu não consegui ver a tempo”, contou Karla, que tatuou o nome de Marta no braço. “Ela disse que umas meninas estavam encarando ela na escola nova”, lembrou Nadiele. Conforme a amiga, a festa de 15 anos de Marta, que ocorreria no dia 21 de junho, seria da Alice no País das Maravilhas.
Foto: Alina Souza
Alunos da turma de Marta serão intimados a prestar depoimento durante esta semana, na 1ª Delegacia de Polícia, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana. Conforme o delegado Leonel Baldasso, responsável pelo caso, até o momento, duas meninas de 12 e 13 anos podem ser responsabilizadas pelo ato infracional de homicídio. O envolvimento de uma terceira menina, que foi ouvida na semana passada, está descartado.