A lei prevê que os taxistas trafeguem com bandeira 2 a partir das 20h de segunda a sexta-feira e desde as 15h nos sábados (hoje, o valor sobe de segunda a sábado, às 22h) e também durante toda a terça-feira de Carnaval, além dos domingos e feriados, como já ocorre. O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, fala que a intenção é aumentar o número de veículos circulando nesses períodos, quando havia reclamações sobre falta de táxis na cidade. Além disso, a Prefeitura entende que o aumento na arrecadação vai ajudar os taxistas a custear o sistema de GPS, que vai ser obrigatório nos veículos.
Cappellari destaca que, assim que a lei for sancionada, a Prefeitura vai lançar o edital para a instalação dos equipamentos na frota, atualmente de quase 4 mil táxis. A expectativa é que o contrato seja firmado em março e que até o fim de abril os veículos comecem a receber os equipamentos para monitoramento em tempo real. O diretor garante que os taxistas pagarão apenas o valor mensal equivalente a 17 bandeiradas, cerca de R$ 72, para uso dos equipamentos de GPS, que serão alugados pelo condutor. O montante só vai começar a ser cobrado quando os equipamentos forem instalados, segundo Cappellari.
Apesar de ser favorável ao monitoramento, o Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi) é contra o pagamento do GPS pelos permissionários. O presidente Luiz Nozari chegou a sugerir ao presidente da EPTC permuta por publicidade para custear a instalação, mas não foi atendido. A questão da ampliação da cobrança da bandeira 2, conforme Nozari, era uma reivindicação como forma de aumentar a renda dos trabalhadores, o que, segundo o dirigente, já não vai mais ocorrer.