Conforme o superintendente do Salgado Filho, Jorge Herdina, o edital para a contratação da empresa responsável pelas obras deve ser lançado em fevereiro. “Se tudo der certo, em 18 meses teremos mais 920 metros de pista que facilitarão a decolagem e pouso de aeronaves de grande porte. Atualmente, não temos a extensão necessária para que aviões maiores alcem voos, com mais bagagem, combustível e passageiros”, explicou nesta terça-feira ao relatar que a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) espera que o Exército entregue o projeto executivo ainda este mês.
Com orçamento preliminar de R$ 230 milhões provenientes do governo federal e com prazo final para a conclusão para 2014, inevitavelmente a obra trará transtornos ao trânsito da Capital. “A ampliação fará com que a Avenida Dique seja fechada. Esta via é utilizada como alternativa aos congestionamentos da avenida Sertório, mas será um transtorno em prol de um bem maior”, afirma o superintendente.
Para que o Rio Grande do Sul possa exportar e importar mais através das aeronaves que saem do Salgado Filho, as famílias que moravam na Vila Dique e Jardim Floresta estão sendo transferidas para um loteamento. Os moradores da Vila Nazareth devem ter destino semelhante ainda este ano. “Ainda faltam alguns ajustes na Nazareth, mas logo também será removida. O projeto é semelhante ao que já vem sendo realizado nas outras duas vilas”, argumenta.