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Análise preliminar aponta que baleia morreu em consequência de encalhe

Coordenador de pesquisas do Instituto Baleia Jubarte explica que houve necrose de órgãos

Equipes coletam órgãos de baleia morta no litoral
Equipes coletam órgãos de baleia morta no litoral Foto : Beto Rodrigues/Divulgação
Biólogos de diversas entidades realizaram, na tarde desta sexta-feira, a abertura e retirada de órgãos da baleia jubarte que morreu ontem, em Capão Novo. Ela estava encalhada desde o sábado. De acordo com o coordenador de pesquisas do Instituto Baleia Jubarte, Milton Marcondes, a análise preliminar aponta que o animal morreu pelas consequências do encalhe. “A causa provável foi a necrose de órgãos e tecidos ocasionada pela falta de oxigenação das células, além da compressão dos aparelhos internos pelo peso do animal”, explicou.

Já a explicação para o encalhe dependerá dos resultados de exames sobre amostras de órgãos e tecidos, que ocorrerão em diversos laboratórios. Conforme o professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) Paulo Ott, que coordena o trabalho de análise e remoção, cada amostra será destinada para a instituição mais preparada e especializada sobre o objeto.

Após a coleta das amostras e a separação do esqueleto, que será remontado e exposto em um museu universitário, a Fundação Estadual de Meio Ambiente (Fepam) coordenará o enterro do restante do corpo do cetáceo. Um local já foi definido pela Fepam, em Capão Novo. Retroescavadeiras serão usadas na tração.

O coração do animal, de aproximadamente 12 m e 25 t, pesa quase 50 kg, segundo Marcondes. Além desse órgão, devem ser analisados pulmões, fígado, rins e tecidos da baleia, uma espécie adulta de cerca de 10 anos. A passagem da jubarte pelo Brasil ocorre para a reprodução, entre julho e novembro, quando elas retornam das águas geladas da Antártida.

Esse foi o 35º óbito dessa espécie no litoral do Brasil, nesta temporada. O 1º Batalhão Ambiental da Brigada Militar faz a segurança do trabalho.