Uma análise preliminar no tacógrafo do ônibus da Penha que tombou na BR-116 em Campestre da Serra, nesse sábado, indica que o coletivo circulava com velocidade superior à permitida para o local do acidente, que é de 60km/h. Segundo o delegado Carlos Alberto Defaveri, a observação aponta que o carro era conduzido a cerca de 80km/h. Ele destacou que somente o laudo da perícia poderá confirmar a observação. O tacógrafo é o equipamento que registra a velocidade do veículo, o tempo de uso e a distância percorrida.
O policial disse que o equipamento será entregue à Polícia Civil nesta segunda pela Polícia Rodoviária Federal e que em seguida será colocado à disposição dos técnicos do Instituto Geral de Perícias. Segundo ele, a investigação apura, em princípio, um homicídio culposo (sem intenção de matar), já que uma pessoa morreu com a queda do coletivo em uma ribanceira de aproximadamente 20 metros.
Defaveri informou que a caxiense Lourdes Cavion Rezende, 70 anos, foi a quarta pessoa morta em acidentes nas curvas da região do km 64 da rodovia neste ano. Antes dela, perderam a vida dois caxienses que moravam em Vacaria e a corretora Vera Lúcia Mohr, 43 anos.
Problema mecânico, erro humano e condições de visibilidade reduzidas pela neblina são algumas das hipóteses causadoras do acidente investigadas pela polícia. Passageiros relataram que o motorista parou instantes antes do acidente para verificar um barulho incomum no coletivo.
Análise preliminar indica alta velocidade de ônibus que capotou na BR-116
Polícia aguarda laudo da perícia para determinar causa do acidente em Campestre da Serra