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Anac começa a operação para evitar caos aéreo no fim do ano

Companhias estão proibidas de praticar overbooking durante a alta temporada

Caso se confirme a perspectiva de greve dos aeronautas e aeroviários a partir do dia 23, a Anac já elaborou um plano de contingência especifico
Caso se confirme a perspectiva de greve dos aeronautas e aeroviários a partir do dia 23, a Anac já elaborou um plano de contingência especifico Foto : Camila Domingues
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deu início nesta sexta-feira à Operação Fim de Ano. Por intermédio da iniciativa, as companhias aéreas, a Infraero e a própria agência reguladora se comprometem a adotar medidas para evitar transtornos nos aeroportos, que devem registrar movimento excessivo a partir da próxima semana. A estimativa da Anac é que 14 milhões de pessoas utilizem o transporte aéreo neste mês, sendo 8 milhões entre o Natal e o a virada do ano. De acordo com a presidente da Anac, Solange Vieira, as companhias estão proibidas de praticar overbooking durante a alta temporada.

O objetivo é evitar um caos aéreo no período. A operação prossegue até o dia 3 de janeiro. As seis maiores companhias aéreas brasileiras - TAM/Pantanal, Gol/Varig, Azul, WebJet, Avianca e Trip - se comprometeram a manter aeronaves reservas no período. De acordo com a Anac, havendo algum problema, o passageiro deve solicitar à companhia que o encaminhe a outra empresa para que o bilhete seja endossado. Na hipótese de não ser atendido, deve acionar a Anac.

Caso se confirme a perspectiva de greve dos aeronautas e aeroviários a partir do dia 23, a Anac já elaborou um plano de contingência especifico. Embora avaliem que não há risco de paralisação, as companhias admitem que, caso ocorra, causará transtorno. Os aeronautas e os aeroviários mantêm o indicativo de greve por tempo indeterminado, caso não haja avanço nas negociações com as companhias aéreas por reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

Nas primeiras 12 horas de vigência da Operação Fim de Ano, os aeroportos administrados pela Infraero registraram atraso superior a 30 minutos em 16,1% dos 980 voos domésticos programados para o período. Os cancelamentos atingiram 5,1% das operações. A Gol registrou o maior percentual de atrasos e cancelamentos. Dos 327 voos programados, 17,4% partiram atrasados e 10,1% foram cancelados.

No Aeroporto Internacional Salgado Filho, mesmo sem condições meteorológicas adversas, a companhia cancelou seis voos, sendo três procedentes de Montevidéu, Florianópolis e Londrina e três que tinham Manaus, Guarulhos e Brasília como destino. Na quinta-feira, a Gol já havia cancelado oito voos no Salgado Filho, sendo quatro de partida e quatro de chegada.


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