A cadela só pôde receber o passaporte, porque tinha um chip de identificação exigido para todos os cães e gatos em viagens internacionais. “O requerimento e o agendamento é feito pela internet”, explicou a chefe da Unidade de Vigilância Agropecuária (Uvagro), Consuelo Paixão Côrtes. Ela disse que o documento reúne informações de toda a vida sanitária do animal. Portanto, diminui a burocracia. A unidade de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) no Aeroporto Salgado Filho precisou ter a recepção aumentada e o setor recebeu um leitor de microchips para identificar os pets. O prazo máximo para a entrega é de 30 dias. O passaporte pode ser obtido em outras três cidades do Estado, além de Porto Alegre: Chuí, Uruguaiana e Santana do Livramento.
Por enquanto, o documento só pode ser usado nos países do Mercosul - a Argentina, o Paraguai, Uruguai e a Venezuela -, que têm acordo de equivalência com o Brasil. Porém, a tendência é de que a receptividade dele seja ampliada. Para a circulação em outros territórios, por enquanto, ainda é exigido o Certificado Zoosanitário Internacional (CZI). Pode ser usado também em viagens domésticas, substituindo o atestado de saúde animal.
A implantação do chip, que custa em média R$ 120 pode ser feita em clínica particular à escolha do proprietário. O Ministério da Agricultura espera que o tempo de liberação em embarques, desembarques e conexões, que atualmente é cerca de 40 minutos, seja reduzido.
A dona do segundo animal a obter passaporte em Porto Alegre, Ana Paula Vaz dos Santos, 30 anos, disse que a gata Xannô é sua companheira para todas as horas e agora pode acompanhá-la também nas férias sem tanta burocracia. “O processo é bem mais rápido”, explicou.