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ANP admite que petróleo ainda vaza na Bacia de Campos

Órgão ainda não tem qualquer determinação para limitar trabalho da Chevron no Brasil

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), dedicada ao monitoramento do vazamento de petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, em operação realizada pela Chevron, afirmou nesta segunda-feira que a situação está "mais controlada". A diretora da agência, Magda Chambriard, admitiu, contudo, que ainda há informações de vazamento em um ponto.

"Podemos dizer que o que tínhamos no dia 11 é uma situação completamente diferente da que temos hoje. Temos uma situação muito mais controlada. Temos alguma informação de vazamento, mais especificamente em um ponto, em fluxo contínuo, mas a situação é completamente diferente", enfatizou Magda em coletiva no Palácio do Planalto. Apesar desse avanço, a diretora classificou o acidente como "indesejável e intolerável para o Brasil", lembrando que o País tem uma "jornada muito audaciosa, que é o pré-sal na próxima década".

O diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, disse que não há, ainda, qualquer determinação de proibir a atuação da Chevron no Brasil. "A Chevron tem a concessão do Campo de Frade. Se ela tem a concessão, pode atingir o pré-sal", explicou Lima, ressaltando que é necessário que a empresa tenha um projeto específico aprovado pela ANP.

"A decisão de proibir a empresa de atuar no Brasil não foi examinada, por enquanto", garantiu o diretor-geral. "O que vamos examinar é se ela pode atingir o pré-sal a partir de Frade. Ela incorreu em erro sério, que pode prejudicar essa intenção", ponderou. A empresa já foi multada pelas falhas identificadas na operação.

Logo após o anúncio da multa, o recém-nomeado chefe do gabinete de Recursos Energéticos do Departamento de Estado americano, Carlos Pascual, afirmou que os Estados Unidos compartilham com o Brasil uma "grande preocupação" com o vazamento. "É um incidente que tem que nos preocupar aqui também, em vista da experiência que vivenciamos com o desastre ecológico de abril de 2010 no Golfo do México", avaliou Pascual durante mesa redonda com correspondentes estrangeiros. No entanto, "constatamos que há companhias que protagonizaram acidentes internacionais e que continuam sendo respeitadas nos mercados internacionais, graças à sua habilidade e capacidade", acrescentou.



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