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ANP suspende operações da Chevron em território nacional

Análises e observações técnicas da agência evidenciam negligência por parte da concessionária

ANP suspende operações da Chevron em território nacional
ANP suspende operações da Chevron em território nacional Foto : Rogério Santana / Governo do Estado do Rio de Janeiro / Divulgação / CP
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou nesta quarta-feira a suspensão das atividades de perfuração da Chevron no Campo de Frade, “até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo e restabelecidas as condições de segurança na área”. Segundo nota da ANP, a deliberação suspende toda atividade de perfuração da Chevron do Brasil no território nacional.

A agência também rejeitou pedido da concessionária para perfurar novo poço no Campo de Frade com o objetivo de atingir o pré-sal. A ANP entende que “a perfuração de reservatórios no pré-sal implicaria riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela profundidade”.

Ainda segundo a ANP, a decisão “se baseou nas análises e observações técnicas da agência, que evidenciam negligência, por parte da concessionária na apuração de dado fundamental para a perfuração de poços e na elaboração e execução de cronograma de abandono, além de falta de maior atenção às melhores práticas da indústria”.

O presidente da Chevron Brasil Petróleo, George Buck, relatou nesta quarta que o plano de emergência segue até que a mancha óleo seja completamente eliminada. O vazamento de óleo foi de cerca de 2,4 mil barris de petróleo, mas o executivo afirmou que não houve nenhum dano à vida selvagem em decorrência do incidente. Buck destacou também que a companhia quer continuar sendo parceira do Brasil na exploração de petróleo. "Queremos continuar sendo parceiros do Brasil no destino de tornar uma super potência", disse.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que ainda não é possível dimensionar com precisão os danos ao meio ambiente provocados pelo vazamento na Bacia de Campos. O Ibama multou a Chevron em R$ 50 milhões, valor máximo previsto na Lei de Crimes Ambientais.




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