Nessa quarta-feira, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou que a quantidade de formol existente na composição da ureia utilizada na fraude é “ínfima”, o que representa baixo risco em relação à saúde pública.
O formol ou formaldeído é toxico se ingerido, inalado ou se tiver contato com a pele, explica a nota da Anvisa. O produto é considerado cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer desde junho de 2004. Já em relação à ureia, o informe técnico apontou que, “em doses razoáveis”, a substância gera pouca ou nenhuma toxicidade para seres humanos. “Não é considerada uma substância de preocupação para a saúde humana”, explica Denise.
O documento da Anvisa foi motivado pela Operação Leite Compen$ado, que prendeu nove pessoas no Rio Grande do Sul, em função da adulteração do leite. Duas delas já foram liberadas. A estimativa da investigação é de que cerca de 100 milhões de litros de leite tenham sido contaminados com água não tratada e formol.