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Anvisa determina que será necessário receita para comprar antibióticos

Estabelecimentos terão um prazo de 30 dias para se adequar à norma

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve divulgar na próxima segunda-feira uma nota técnica pela qual determina que farmácias e drogarias brasileiras retenham receitas médicas durante a venda de antibióticos. A medida faz parte de um conjunto de recomendações para prevenir infecções por microorganismos multirresistentes, como a superbactérica KPC. Os estabelecimentos terão um prazo de 30 dias para se adequar à norma.

O presidente do Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Sul, Juliano da Rocha, explicou que a determinação da Anvisa vale para pelo menos seis antibióticos que estão entre os mais vendidos no país, como Amoxicilina, Cefalexina e Azitromicina. Ele afirmou, ainda, que "todos medicamentos deveriam ser comercializados somente com prescrição médica". Para ele, "o consumo inadequado de medicamentos se trata de um problema nacional". Porém, Juliano acredita que exista uma maior procura por alguns remédios no Rio Grande do Sul devido ao inverno rigoroso.

Com a nova regulamentação, uma das vias da receita ficará com a farmácia e a outra com o consumidor. Essa norma já é usada no comércio de remédios de tarja preta. As bulas e embalagens também devem ser alteradas para incluir a frase: “Venda sob prescrição médica – só pode ser vendido com a retenção da receita”. Além da retenção da receita, todas as vendas deverão ser informadas ao Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados.

A Anvisa também obrigará todos os hospitais, clínicas, pronto-socorros públicos e particulares a instalar frascos ou dispensadores de álcool para uso dos médicos e profissionais da saúde para evitar novas contaminações. Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) não há registro da bactéria KPC no Rio Grande do Sul. No entanto, todos os hospitais estão sendo orientados a reforçar as medidas de prevenção. Há casos de mortes pela KPC no Distrito Federal e São Paulo. Minas Gerais, Espirito Santo e Paraíba também confirmaram casos de infecção.


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