No dia de retorno às aulas do Colégio Estadual Protásio Alves, em Porto Alegre, pelo menos seis alunos pediram transferência para outras escolas, nesta quinta-feira, ao alegarem falhas estruturais na instituição de ensino. As atividades foram retomadas depois de três dias de paralisação em função de tremores precedentes de um estrondo, sentido pelos estudantes. Conforme um laudo da Secretaria de Obras, as causas podem estar ligadas à grande circulação de veículos pesados nas imediações.
Conforme esse relatório, o dano físico é pontual, restrito à entrada frontal do prédio, e não compromete as demais dependências da escola. Contudo, a área afetada, que engloba três laboratórios, vai permanecer isolada até que uma reforma seja concluída.
A diretora do Protásio Alves, Ana Maria Souza, afirmou que teria a mesma reação: “Se eu fosse mãe, faria a mesma coisa. Enquanto não houver uma segurança, eu acho que eles estão no direito de fazer isso”, pontuou. A diretora estimou ainda que outras transferências podem vir a ocorrer.
Ana Maria ainda convidou os pais a percorrerem as instalações do Protásio Alves para tomarem conhecimento das reais condições de trabalho. Além de diversas rachaduras em paredes, goteiras também são registradas em dias de chuva. O Colégio atende cerca de 2 mil alunos, matriculados em três turnos diferentes.
Secretário da Educação vai se reunir com professores e alunos
O secretário de Educação, Vieira da Cunha, estará nesta sexta-feira, às 15h, no Colégio Protásio Alves para uma reunião com a direção, professores, pais e alunos. O encontro visa esclarecer eventuais dúvidas da comunidade escolar em relação à interdição do acesso principal da escola. As equipes técnicas da Secretaria da Educação e da Secretaria de Obras, Habitação e Saneamento acompanharão o secretário
Ao menos seis alunos pedem transferência após tremor no Colégio Protásio Alves
"Se eu fosse mãe, faria a mesma coisa", reconheceu a diretora da instituição