Compartilhando as mesmas ideias de José Antônio Lutzenberger, o porto-alegrense Carneiro ajudou a fundar a Agapan no início dos anos 1970. “Foi a primeira associação de ambientalistas no Estado. Foi um grande marco na defesa do meio ambiente do país”, destacou a filha Andréia Maranhão Carneiro. Ela lembrou que o aumento da população mundial e da industrialização, que resultavam em desperdício de recursos naturais, começaram a preocupar muito a geração do seu pai. “Para fundar a Agapan, eles fizeram uma reunião no Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul, e todas as segundas-feiras se encontravam numa sala do Edifício Ouvidor, na Rua dos Andradas, para conversar, ouvir palestras e discutir assuntos envolvendo o meio ambiente”, contou Andreia.
A jornalista e amiga Lilian Dreyer afirma que o ativista conquistou uma “imensidade de fãs”. “Ele tem uma legião de admiradores que apreciam o trabalho que ele fez. A comunidade tem uma dívida de gratidão com estas pessoas que preservaram o vital do ambiente”, comentou Lilian.