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Após 13 anos, solenidade do Comando Militar do Sul marca fim da missão no Haiti

Forças Armadas atuaram em situações de saúde, de assistência humanitária e na reconstrução do país

Formatura de encerramento da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti
Formatura de encerramento da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti Foto : Alina Souza
Após 13 anos, o Comando Militar do Sul (CMS) realizou, nesta quarta-feira, a formatura de encerramento da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah). A cerimônia ocorreu na sede do 3º Regimento Cavalaria de Guarda (3º RCG), no bairro Partenon, em Porto Alegre, e contou com representantes do Exército, da Marinha, da Aeronáutica e dos militares dos diversos contingentes que atuaram na missão de paz no Haiti. Participaram do evento a 1ª Companhia de Guarda, o 16º Grupo de Artilharia de Campanha Alto Propulsado, de São Leopoldo, o 3º Batalhão de Comunicação, a Polícia do Exército (PE), o 8º Batalhão Logístico e o 18º e 19º Batalhão de Infantaria Motorizada.

O general de Exército Edson Leal Pujol, Comandante Militar do Sul, disse que a cerimônia foi uma oportunidade de enaltecer a presença dos militares brasileiros, da ativa e da reserva, que integraram a importante missão de paz no Haiti.

“Foi uma satisfação para o Exército junto com a Marinha, a Aeronáutica e os policiais militares brasileiros atuar por mais de 13 anos de uma missão extremamente importante no Haiti na tentativa de buscar melhores condições de vida para a sua população”, explicou.

Segundo Pujol, que atuou em 2013 no Haiti, o trabalho da comunidade internacional é para que o país possa lutar por um futuro melhor. “A principal missão do contingente brasileiro foi montar um ambiente seguro e estável no Haiti”, destacou.

Conforme Pujol, as Forças Armadas do Brasil atuaram em situações de saúde, de assistência humanitária e na reconstrução do país atingido por um terremoto em 2010. “Os militares brasileiros com a Minustah adquiriram grande experiência em missões de paz e também na integração com militares de outros exércitos”, acrescentou.

A Minustah foi criada em fevereiro 2004 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para restabelecer a segurança e a normalidade institucional do Haiti, após sucessivos episódios de turbulência política e de violência. O Brasil comandou a missão militar de 2004 a 2017. A operação militar teve a participação de tropas de 15 países.

No total, 37,5 mil militares das forças armadas brasileiras atuaram na missão. Deste total, 213 eram mulheres. Ao longo do período de atuação brasileira, a população haitiana foi apoiada em duas catástrofes naturais que atingiram o país. No dia 12 de janeiro de 2010, um terremoto causou a morte de mais de 200 mil pessoas e, em 4 de outubro de 2016, o furacão Matthew causou inundações e deixou milhares de desabrigados.