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Após 13 anos, via da zona Sul da Capital ainda está à espera de obra

Licenciamento ambiental exige que construtora compense impactos na avenida Wenceslau Escobar

Licenciamento ambiental exige que construtora compense impactos na avenida Wenceslau Escobar
Licenciamento ambiental exige que construtora compense impactos na avenida Wenceslau Escobar Foto : Paulo Nunes
Para que empreendimentos recebam licenciamento ambiental e possam se instalar em Porto Alegre, as empresas precisam compensar os impactos das obras com contrapartidas para a cidade. No caso de um condomínio da Goldsztein, localizado na avenida Diário de Notícias, na zona Sul, um termo de compromisso formalizado em 2000 estabeleceu diversas responsabilidades da construtora, entre elas, o alargamento da avenida Wenceslau Escobar. No entanto, 13 anos depois, a via segue com problemas de congestionamento, representando um gargalo para o tráfego da região.

Em uma das cláusulas do documento assinado em 8 de dezembro de 2000 pelo então procurador-geral do município, Rogério Favreto, e pela Goldsztein, consta que era obrigação do empreendedor executar, no prazo de 36 meses, a contar do licenciamento das edificações, o “alargamento da avenida Wenceslau Escobar, entre a avenida Diário de Notícias e a rua Doutor Castro de Menezes”. Nas atribuições do município, estavam a desapropriação de terrenos necessários para a execução do projeto.

Segundo a Secretaria Municipal de Urbanismo, que respondeu aos questionamentos da reportagem por meio de nota, a obra é responsabilidade da construtora Goldsztein como medida compensatória pela construção dos prédios na área. Contudo, o plano ainda não foi executado porque existem questões pendentes no projeto e o município não desapropriou três imóveis que restam para a execução.

A vice-presidente do Conselho Municipal de Planejamento Urbano e Ambiental de Porto Alegre e conselheira da Região 6, que abrange 17 bairros da zona Sul, Anadir Alba, classifica a situação como “jogo de empurra”. “A prefeitura precisa desapropriar os imóveis para que a obra seja feita e, enquanto não faz, a construtora não começa”, disse. Os moradores já realizaram reuniões com o Executivo e fizeram pedidos para que o projeto seja realizado. “Isso vem se arrastando de forma vergonhosa. Sempre tem um problema que impede”, afirmou. Segundo Anadir, em 2007, o Conselho se encontrou com o prefeito José Fortunati, na época secretário do Planejamento Municipal. “Ele nos garantiu que a obra começaria em janeiro de 2008 e que as desapropriações já haviam sido feitas. Só faltava o pagamento a um dos donos”, contou.

Proprietário de oficina mecânica, Sérgio Giacomo espera que o prometido seja cumprido para que o fluxo da Wenceslau melhore, facilitando o trânsito. “O congestionamento é mais intenso no início da manhã e a partir das 17h. Já aconteceram vários acidentes.” A reportagem tentou contato com a Goldsztein, mas a empresa não se manifestou até o fechamento da edição.