A expectativa, segundo o amigo Thiago Mathias, é de que o procedimento termine dentro de duas horas, por volta das 16h (de Brasília). “Sabemos que é uma cirurgia muito complicada e tem um pós-operatório delicado”, comentou ao Correio do Povo. “Nós, amigos e familiares, estamos aliviados pela cirurgia, mas apreensivos pelos elementos que podem ocorrer”, acrescentou.
Conforme Mathias, a exigência agora é que o governo brasileiro assegure o retorno da estudante de História da UFRGS a Porto Alegre. A princípio, Paula terá de ficar ainda 15 dias na Argentina para se recuperar clinicamente. “Ela será deslocada de maca para outro lugar para continuar o tratamento. A gente quer que o translado para o Brasil seja assegurado financeiramente. O tratamento aqui (na Argentina) gera muitos custos”, contou.
O pedido já foi feito em contato com o cônsul do Brasil no país vizinho e será reforçado por meio de uma carta formal. “Por ora, ela (País) ainda é uma estrangeira aqui e precisa da ajuda para voltar. Depois da recuperação, ela vai precisar de fisioterapia bastante intensiva”, disse.
O acidente
Paula viajava rumo a Neuquén com outros quatro estudantes pela Ruta 10, no dia 21 de julho, quando o carro em que estava capotou. Dos cinco ocupantes do veículo, três precisaram ser hospitalizados. Foram atendidos no Hospital Victorica e depois transferidos para o Hospital de Santa Rosa.
Paula foi a pessoa mais atingida, sofrendo fratura na bacia e uma vértebra da coluna (L2). Ela precisa passar por cirurgia para colocação de prótese da L2, que está sendo adiada seguidamente pelo hospital.
No início do mês, um grupo acampou junto ao Consulado da Argentina em Porto Alegre, pedindo intervenção do cônsul argentino para que a jovem tivesse garantia da operação. Com o impasse, a estudante de História chegou a postar um vídeo no YouTube (abaixo) no qual diz que estava com muita dor.
“Estou com muita dor esperando por uma cirurgia, que quando cheguei aqui os médicos disseram que era urgente. Eu quebrei uma vértebra e se um pedacinho do osso encostar na medula corro o risco de ficar paraplégica. A cirurgia estava marcada para quinta-feira passada, e foi transferida para a segunda-feira, dia 5, de maneira informal. Já não sei mais”, explicou no dia 1º de agosto.