A partir de manhã de sábado, salva-vidas voltarão a trabalhar na guarita 58 de Capão Novo. Este foi o resultado de uma reunião à beira da praia realizada entre representantes da Brigada Militar, da prefeitura de Capão Novo e acompanhada de perto pelos banhistas. No começo da tarde desta sexta-feira, a jovem Inajara Kaiser Pereira, 20 anos, morreu vítima de afogamento próximo ao local. No momento do acidente, não havia bombeiros no local para fazer o resgate.
A ausência de salva-vidas no local se deve a um impasse entre prefeitura e Brigada Militar. As prefeituras dos municípios do litoral se comprometeram a entregar as guaritas em boas condições. Em troca, poderiam explorá-las comercialmente, com publicidade nas instalações. No entanto, a reforma não ocorreu a tempo. Em represália, a Brigada Militar disse que não colocaria bombeiros para trabalhar no resgate se não houvesse condições adequadas.
"Esse é um fato triste, entretanto cada um tem de saber a sua responsabilidade. O comando (da BM), de oferecer homens. As prefeituras, de manter as guaritas em boas condições", disse o Subcomandante da Brigada militar, Coronel Jones Calixtrato. "Os banhistas precisam ter mais cautela em relação ao mar".
A morte de Inajara apressou o acordo entre prefeitura e Brigada Militar. A prefeitura de Capão Novo prometeu uma reforma expressa na guarita. Ela estará em perfeitas condições pela manhã. E a Brigada Militar disponibilizará salva-vidas para o local.
Nesta sexta-feira, ocorreu outra morte por afogamento no Estado. Em Toropi, a jovem Cristiane Dias, 17 anos, morreu ao tomar banho no Balneário do Passo do Angico.
Após afogamento, salva-vidas voltarão a trabalhar em guarita de Capão Novo
Inajara Kaiser Pereira, de 20 anos, morreu nesta sexta próximo ao local